5 desafios da saúde ocupacional nas empresas de transporte
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Fundador da Mag Saude, Vardiceu Genaro. Créditos: Leticia Genaro
Assessoria – O transporte rodoviário de cargas é um dos pilares da economia brasileira. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) reúne mais de 1,3 milhão de transportadores entre empresas e autônomos. A dimensão do setor e uma força de trabalho que permanece grande parte do tempo fora das estruturas físicas das empresas tornam a gestão da saúde ocupacional um desafio particular para as transportadoras.
Para o médico do trabalho e fundador da Mag Saúde, Vardiceu Genaro, cuidar da saúde desses profissionais vai muito além da realização de exames obrigatórios. “Enquanto uma indústria concentra grande parte dos colaboradores em um mesmo local, as transportadoras precisam administrar profissionais que circulam por diferentes cidades e estados. A saúde ocupacional precisa acompanhar essa dinâmica, integrando atendimento, controle, prevenção e gestão das informações”, afirma.
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Entre os principais desafios do setor, o especialista destaca:
1. Levar a saúde ocupacional até onde o trabalhador está
Motoristas podem estar a centenas ou milhares de quilômetros da sede quando precisam realizar um exame ocupacional. Contar com uma rede de atendimento descentralizada reduz deslocamentos, facilita o cumprimento dos prazos e diminui impactos sobre a operação.
2. Controlar exames, prazos e pendências
Além dos exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho e demissionais, o setor possui particularidades como os exames toxicológicos obrigatórios para motoristas das categorias C, D e E. “O desafio não é apenas realizar os exames, mas acompanhar prazos, vencimentos e pendências para evitar que uma falha administrativa se transforme em um problema operacional ou de conformidade”, explica Genaro.
3. Integrar saúde ocupacional, documentos e eSocial
Documentos como PCMSO e PGR e os eventos de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) encaminhados ao eSocial precisam estar organizados e coerentes. Isso exige integração entre Medicina do Trabalho, Segurança do Trabalho, Recursos Humanos e gestão administrativa, reduzindo inconsistências e retrabalho.
4. Cuidar da saúde sem comprometer a operação
No transporte rodoviário, uma parada pode impactar diretamente a programação logística. A localização do atendimento, a agilidade dos processos e a integração das informações ajudam a reduzir deslocamentos desnecessários e interrupções. “A saúde ocupacional não pode funcionar isolada da operação. Ela precisa acompanhar a realidade do negócio e estar onde o trabalhador está”, destaca.
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5. Usar afastamentos e dados como ferramentas de prevenção
Mais do que registrar afastamentos, é importante acompanhar causas, recorrências e impactos. A análise dessas informações pode orientar ações preventivas, melhorar a gestão dos trabalhadores afastados e contribuir para indicadores previdenciários, como o Fator Acidentário de Prevenção (FAP).
Uma gestão ocupacional eficiente pode reduzir burocracias, organizar processos e diminuir os impactos de deslocamentos, pendências e afastamentos. Mas, para Genaro, o principal avanço está em deixar de enxergar a saúde ocupacional apenas como cumprimento de obrigações e passar a utilizar exames, afastamentos e indicadores também como ferramentas de prevenção. “Prevenir significa agir antes que um problema se transforme em afastamento, perda de produtividade ou risco para o trabalhador. Para isso, a gestão precisa estar baseada em dados, acompanhamento e integração das informações”, explica o médico.
Para empresas com operações distribuídas pelo país, a capilaridade do atendimento também passa a fazer parte dessa estratégia. A Mag Saúde, por exemplo, atende empresas em mais de 390 cidades brasileiras, por meio de uma rede com mais de 500 clínicas credenciadas. A estrutura reúne exames clínicos e laboratoriais, toxicológicos e ASO, elaboração e gestão de PCMSO e PGR, controle documental, integração com o eSocial, gestão de afastamentos e assistência técnica em perícias. “No transporte, a saúde ocupacional precisa acompanhar a dinâmica de quem está na estrada. Aproximar o atendimento do trabalhador, integrar informações e agir preventivamente ajuda a reduzir riscos e impactos na operação”, conclui Genaro.
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